domingo, 29 de janeiro de 2012

Salazar, Censura e Pide

O Estado Novo e o aparelho repressivo

A Hora da Liberdade, 25-04-1974 - 09:30 1/2

Capitães de Abril - Filme de Maria de Medeiros

Há sempre alguém que resiste



20 de Outubro 21:30h
Espectáculo Músical
25 Anos - 25 Canções
Lembrar Adriano
Amélia Muge Brigada Vítor Jara
Carlos Alberto Moniz Fausto
Fernando Tordo Francisco Fanhais
Janita Salomé João Fernando
Luís Represas Luísa Basto
Manuel Freire Nuno do Ó
Paulo Saraiva Paulo Vaz de Carvalho
Pedro Abrunhosa Samuel

domingo, 10 de julho de 2011

domingo, 18 de janeiro de 2009

Duas peças ensinam História de Portugal pelo país

Lisboa, 16 Jan (Lusa) - "História de Portugal em Uma Hora" e "História do 25 de Abril" são duas peças que o Teatro Azul e o Teatro Oeste estão a apresentar pelo país como "uma aula viva", segundo o autor, Nuno Miguel Henriques.
Lusa


"É uma lição, uma aula viva e uma aula de memória, para todas as idades", disse à Lusa Nuno Miguel Henriques, de 34 anos.
O objectivo destas co-produções dos dois grupos teatrais é "desmistificar a história do nosso país, tornando-a acessível, cativante e interessante", indicam, em comunicado enviado à agência Lusa.
"Se nós não conhecermos as raízes do nosso país, as raízes da nossa história, como é que vamos conseguir compreender o presente e interpretar o futuro?", interroga-se Nuno Miguel Henriques.
A peça "História de Portugal em Uma Hora" abrange "desde o tempo dos Visigodos, Vascos, Suevos e Lusitanos até à fundação da nacionalidade, com D. Afonso Henriques, após a Batalha de São Mamede", "as lutas com Castela, a reconquista cristã e o rei D. Dinis como poeta português", segundo o texto.
A morte de Inês de Castro, a Batalha de Aljubarrota, a conquista de Ceuta, a chegada de Vasco da Gama à Índia e o domínio Filipino são outros momentos da história portuguesa abordados no espectáculo.
Também a restauração da independência, o Marquês de Pombal, o terramoto de 1755, as invasões francesas, as lutas de poder entre os irmãos D. Miguel e D. Pedro, a implantação da República, a Primeira Guerra Mundial, o Estado Novo, a Guerra Colonial e o 25 de Abril merecem destaque nesta peça.
Apesar de durar apenas uma hora, há ainda tempo para referências à entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia, Expo98, Euro 2004, tomada de posse do Governo de José Sócrates, eleição de Cavaco Silva como Presidente da República, assinatura do Tratado de Lisboa e Cimeira Europa-África.
Por sua vez, "História do 25 de Abril" é um espectáculo interactivo, que relata os acontecimentos que antecederam a Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974, em Portugal, abrangendo o período "desde o Marcelismo até ao pleno funcionamento da Democracia e a entrada em vigor da nova Constituição de 1976", de acordo com o comunicado.
"Se é português, ou gosta de Portugal, tem de conhecer a nossa essência, tem de conhecer a nossa história", sublinhou o autor, instado a fazer um convite ao público para assistir a estas peças.
"História de Portugal em Uma Hora" e "História do 25 de Abril" estarão em cena a 21 de Janeiro no Porto, no auditório do Colégio Luso-Francês, a 22 em Viseu, no Teatro Mirita Casimiro, a 26, 27 e 28 novamente no Porto, no Teatro de Paranhos, e a 30 em Gondomar, no âmbito de uma digressão que passará nos meses seguintes também por Lisboa, Coimbra e Faro, entre outras cidades.
ANC.
Lusa/fim

sábado, 31 de maio de 2008

A vontade de descobrir de um homem humilde que ama a liberdade

Historiador de arte reputado, professor catedrático, autor de inúmeras publicações dedicadas ao nosso património artístico, Vítor Serrão fala de cultura, de política e da sua relação com o pai, o também historiador Joaquim Veríssimo Serrão, a quem deu uma grande alegria quando se desfiliou do PCP. Aos 55 anos e já avô, mantém a consciência de esquerda, confessa-se desiludido com o mundo actual e diz que a liberdade nunca é de mais: “Há é mau aproveitamento da liberdade”.

Até que ponto ser filho de um historiador reputado influencia a sua carreira?
Marca e de que maneira. Marca muito. O meu pai é um homem extraordinário, gosto muito dele. Como gostava muito do meu avô também. E de facto nascer no meio de livros é fantástico. Não há dúvida nenhuma. Desde pequenino poder ir à estante e ver um livro de imagens, ver os monumentos e perguntar… Digamos que é a minha conta bancária. Não tenho dinheiro mas tenho uma cultura livresca que nasceu aqui também.
E o interesse particular pela história?
Foi a vontade de descobrir, de entender o que é o homem, a dignidade humana, o combate às tiranias. Coloco-me à esquerda. Tenho ideais, hoje complicados de definir em termos politico-partidários, relacionados com a dignidade do homem, com valores que não têm a ver com esta realidade neo-liberal que nos domina e atrofia. Com este egoísmo que nos tira o ar. O estudo da arte e da cultura ajuda a ter memória, que é fundamental, e a formar uma perspectiva mais digna de um mundo tão cruel como este.
Costuma trocar impressões ou pedir conselhos ao seu pai sobre questões académicas?
Hoje, com a maturidade que a idade nos dá, peço muito mais que noutros períodos em que, enfim, a juventude, as rivalidades, os conflitos ideológicos dividiram mais.
Nunca se sentiu favorecido por ser filho de quem é?Tentei evitar em toda a minha vida tirar vantagem de qualquer empurrão derivado de uma determinada origem familiar. Toda a vida cultivei uma postura muito humilde, muito apagada. Muito interventiva mas muito apagada.
Emancipou-se cedo da asa tutelar do seu pai?
Sim e nunca imaginei acabar por ter uma vida como a do meu pai, de académico, de catedrático, de homem ligado à academia.
O que queria para a sua vida quando era jovem?
Com 20 anos, quando me formei, queria uma vida ligada à cultura, ao património, mas ligada ao poder local democrático. Trabalhei com autarquias, julgando muito honestamente que era através do poder local que podíamos mudar o país.
Mudou de ideias entretanto?
Hoje perdi muito do encanto com o poder local democrático. Tem menos de democrático do que tinha e tem muito de burocrático. É uma máquina que atrofia o verdadeiro amor pelas terras, pelo ambiente, pelo património, pelas comunidades. Devia-se retornar ao espírito de Abril.
Chegou a envolver-se na política nesses anos quentes pós-25 de Abril?
Fui militante e dirigente do Partido Comunista Português durante muito tempo. Até um determinado momento…
Até à queda do Muro de Berlim?
Não, até mais tarde. Por questões de conflitualidade interna que estão já atenuadas, e aparentemente muito longe, afastei-me do aparelho e aprendi a ter uma postura independente. A trilhar um caminho independente, mas sempre à esquerda.
Deve ter sido uma alegria para o seu pai ter-se desfiliado do PCP?Foi uma grande alegria para o meu pai. Mas o facto de hoje me colocar num plano de esquerda independente não tem a ver com qualquer postura anti-comunista. Tenho pena que o Partido Comunista Português tenha seguido determinado tipo de caminhos que em matéria de conflito e de debate dividiram.
Que achou do processo que levou à expulsão de militante do PCP da deputada Luísa Mesquita?Vi de longe, com mágoa, o afastamento desta amiga que tinha feito um excelente trabalho. É uma excelente autarca, uma mulher dedicada ao bem público e à dignidade autárquica.
Ter nascido em França foi um privilégio numa época em que Portugal era governado por uma ditadura?
Era muito pequenino, mas pelo menos aprendi a viver num ambiente arejado…
Tinha 15 anos quando se deu o Maio de 68 em Paris. Viveu esses acontecimentos por dentro?
Era um menino imberbe, estudante do Liceu Camões, que ia a Paris nas férias ter com o meu pai, que estava lá. Era um privilegiado. Nessa altura estive a viver aquela festa nas barricadas, aquele movimento que era um pouco inexplicável mas que respirava liberdade.
Foi aí que cimentou essa consciência de esquerda?Havia também o contacto com refugiados políticos e acho que toda a gente da minha idade nessa altura criticava o regime. Víamos o regime como algo atrofiante. Hoje podemos vê-lo de outra maneira e, enfim, verificar que havia qualidades também naquela gente e naquele período. Mas de uma maneira geral é um regime que não queremos voltar a ver no país.
Era uma desilusão para si passar férias na Paris das barricadas e depois ter de voltar para a pasmaceira lusitana.
Não. A chamada primavera marcelista abria um cheiro de liberdade que indicava que algo ia mudar rapidamente.
Não é difícil adivinhar que viveu o 25 de Abril com grande intensidade.
Estava no Largo do Carmo nesse dia. Vivi a queda do regime em directo.
Trinta e quatro anos depois, que balanço faz da revolução?Com alguma mágoa acho que houve desvios, radicalismos, falta de diálogo. Nunca há liberdade a mais. Há é mau aproveitamento da liberdade, que é muito diferente. Não me arrependo de nada na minha vida, que me lembre, mas vi actos de que não gostei. A todos os níveis. De desmemória, de combate à identidade, de primitivismos reivindicativos que não abriram nada de bom.
Como via a simpatia que o seu pai tinha pelo antigo regime?
Com muito respeito. É um homem digno, um homem honesto com uma frontalidade que justifica o maior respeito.
Essas clivagens políticas nunca perturbaram o vosso relacionamento?Nunca. Pode ter havido afastamentos, mas sempre houve, há e haverá respeito e carinho.
Por: João Calhaz

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

25 de Abril

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), do Ministério da Educação, e as associações 25 de Abril e de Professores de História promovem o concurso Como se vivia em Portugal no período da Guerra Colonial.

Esta iniciativa tem âmbito nacional e é dirigida a alunos do ensino básico (1.º, 2.º e 3.º ciclos) e do ensino secundário.
Consiste na realização de trabalhos de natureza diversa que desenvolvam o interesse pela História de Portugal da 2.ª metade do século XX e contribuam para aprofundar o seu conhecimento.
Privilegia-se a pesquisa e a recolha de memórias junto daqueles que viveram este período histórico ou, de algum modo, participaram ou testemunharam a Guerra Colonial.
Os trabalhos são avaliados por um júri, sendo atribuídos prémios aos três melhores trabalhos de cada um dos escalões a concurso.
Os prémios são atribuídos em sessão pública.
Os interessados devem inscrever-se até 30 de Novembro de 2007 e entregar os trabalhos até 11 de Abril de 2008.
Os vencedores serão anunciados em 12 de Maio e os prémios entregues em 07 de Junho do próximo ano.
Informações adicionais:
- O regulamento do concurso http://sitio.dgidc.min-edu.pt/cidadania/Documents/REGULAMENTO_CONCURSO_GCOLONIAL.pdf - O formulário da candidatura http://sitio.dgidc.min-edu.pt/cidadania/Documents/FICHA_CANDID_CONC_GCOLONIAL.pdf

– O Ministério da Educação e as associações 25 de Abril e de Professores de História assinaram um protocolo de cooperação em 23 de Abril último ( http://www.min-edu.pt/np3/611.html).
Não deixe de visitar:
Sítio da Associação de Professores de História

Sítio da Associação 25 de Abril