sábado, 17 de março de 2007

O 25 de Abril pode desaparecer

O estratego do 25 de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho, alertou esta sexta-feira que a memória da Revolução dos Cravos arrisca-se a desaparecer nos próximos 20 anos se não for explicada aos jovens nas escolas, noticia a Lusa.
Otelo Saraiva de Carvalho disse que a revolta militar, que permitiu o derrube da ditadura de Salazar e Marcello Caetano no 25 de Abril de 1974, é explicada nas escolas públicas «muito pela rama».
«Ao nível dos programas de ensino, o 25 de Abril está muito maltratado», disse aos jornalistas, em Coimbra, o militar que planeou as operações militares que há quase 33 anos triunfaram, em Lisboa e no resto do país.
Otelo Saraiva de Carvalho falava na Casa Municipal da Cultura, à margem de um debate sobre a Revolta das Caldas da Rainha, o último levantamento militar fracassado contra o fascismo, que ocorreu no dia 16 de Março de 1974.
Na sua opinião, se os programas do Ministério da Educação não concederem maior relevo aos acontecimentos político-militares que puseram fim à ditadura, «a memória do 25 de Abril vai perder-se» nas próximas gerações, dentro de 15 a 20 anos.
Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço foram alguns dos «militares de Abril» que participam esta tarde no debate sobre a Revolta das Caldas, em que também intervieram Aniceto Afonso, historiador e ex-director do Arquivo Histórico Militar, e vários dos protagonistas do levantamento de 16 de Março

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